A pasta é lida no seu navegador. Nada é enviado e nada se move enquanto não o disser.
Sobre organizar ficheiros em subpastas
Todos os computadores têm aquela pasta. Transferências, ou o ambiente de trabalho, ou a que se chama coisas — algumas centenas de ficheiros sem ordem nenhuma, porque arrumá-los à mão são vinte minutos a arrastar e ninguém tem vinte minutos.
Nem o Windows nem o macOS fazem isso por si. Ambos ordenam a vista por tipo ou por data, o que dura até fechar a janela, mas nenhum deles põe realmente os ficheiros dentro de pastas.
Esta ferramenta põe. Escolha a pasta, escolha a regra, veja o plano e mova os ficheiros aqui ou leve um script que o faça. Nada é enviado e nada se move antes de premir o botão.
Quatro formas de decidir para onde vai um ficheiro
- O que são — Imagens, Documentos, Vídeo, Áudio, Arquivos, Código, Programas, Tipos de letra, e Outros para tudo o que não seja reconhecido. A escolha certa para uma pasta de Transferências
- Extensão do ficheiro — uma pasta por extensão: jpg/, pdf/, zip/. Mais tosco, mas exatamente o que quer quando uma pasta tem vinte variantes da mesma coisa
- Primeira letra do nome — A/, B/, C/, e # para tudo o que não comece por letra. Bom para uma biblioteca grande de ficheiros semelhantes
- Parte do nome — o caso interessante. Divida fatura_2024_01.pdf em _, use a parte 1, e todas as faturas vão parar a fatura/. Defina o separador e que pedaço usar, e uma convenção de nomes já existente passa a ser a sua estrutura de pastas
Junte um filtro Apenas estes tipos para trabalhar num subconjunto — digamos só os PDF — e deixar tudo o resto exatamente onde está.
Como se usa
- Clique em Escolher uma pasta para arrumar e selecione-a. O navegador vai pedir autorização para a ler
- Escolha a regra. A tabela atualiza-se à medida que a muda, por isso pode experimentar várias antes de decidir
- Leia o plano: cada ficheiro e a pasta onde iria parar
- Prima Mover os ficheiros agora, ou descarregue um script .bat / .sh para executar você mesmo
O plano é o essencial. Vê exatamente o que aconteceria antes de acontecer o que quer que seja, e mudar uma definição limita-se a redesenhar a tabela.
As colisões são recusadas, não resolvidas
Dois ficheiros só podem ir para o mesmo sítio se um substituir o outro, e nenhuma ferramenta devia fazer essa escolha por si. Por isso uma linha fica bloqueada quando:
- Já lá está um ficheiro com esse nome — a pasta de destino já tem um
- Dois ficheiros ficariam com o mesmo caminho — costuma acontecer ao tirar ficheiros das subpastas, quando 2023/relatorio.pdf e 2024/relatorio.pdf querem os dois ser Documentos/relatorio.pdf
As linhas bloqueadas são assinaladas na tabela, ficam exatamente onde estão e são ignoradas tanto pela movimentação como pelo script. O resto do lote segue à mesma — uma colisão num ficheiro não é razão para recusar os outros trezentos.
Mover aqui, ou um script
O Chrome, o Edge e o Opera podem receber acesso de escrita à pasta escolhida. As subpastas são criadas e os ficheiros movidos, na página, sem nada para instalar. O navegador pede autorização primeiro e pode revogá-la quando quiser.
O Firefox e o Safari não têm forma de o fazer e recebem um script: um .bat para Windows ou um .sh para Mac e Linux. Abre-o, lê-o e executa-o você.
Ao contrário dos scripts de limpeza que as outras ferramentas de pastas produzem, este chega pronto a correr em vez de comentado. Mover um ficheiro não altera nenhum dos seus bytes e não apaga nada — e ambas as formas recusam substituir, com o move a perguntar no Windows e o mv -n a declinar no Mac e no Linux. Esse é um risco genuinamente diferente do de um script de eliminação, e travá-lo da mesma maneira seria teatro.
Para que serve
- Esvaziar uma pasta de Transferências que se tornou uma escavação arqueológica
- Arrumar por tipo um descarregamento de câmara ou telemóvel
- Transformar uma exportação com convenção de nomes numa verdadeira estrutura de pastas
- Dividir por primeira letra um arquivo de documentos plano, para se poder percorrer
- Separar ficheiros de origem dos entregáveis antes de entregar um projeto
- Deixar um disco partilhado num estado em que os outros encontrem as coisas
Bom saber
- Funciona em Windows, macOS, Linux e ChromeOS — é uma página web, portanto não há nada para instalar. Não pode funcionar em iPhone, iPad ou Android: os navegadores móveis não têm forma de entregar uma pasta a uma página web
- Nada é enviado. Ler, planear e mover acontece tudo na página
- Mover é reversível — os mesmos bytes noutro sítio. Nunca se apaga nada
- As pastas só são criadas quando fazem falta, e apenas para ficheiros que realmente se movem
- Só se movem ficheiros. As subpastas existentes ficam intactas a não ser que assinale Tirar também os ficheiros das subpastas
- Um ficheiro que já esteja na pasta para onde seria arrumado é ignorado em vez de movido para cima de si próprio
- Os caracteres que o Windows proíbe num nome de pasta são substituídos, pelo que uma regra que produz A/B dá uma pasta A-B em vez de uma movimentação falhada
- O script do Windows começa com chcp 65001 para que nomes de pasta com acentos ou caracteres não latinos sejam criados corretamente
- Pastas muito grandes têm um limite de 200 000 itens para que a página não bloqueie
- A tabela mostra as primeiras 400 linhas; o script contém sempre todos os ficheiros
Ferramentas relacionadas
- Renomear ficheiros em lote — corrija os nomes e depois arrume-os
- Analisador de tamanho de pastas — veja primeiro o que ocupa o espaço
- Localizador de ficheiros duplicados — tire as cópias antes de arrumar
- Localizador de pastas vazias — limpe depois as cascas que ficam