Qual é o meu IP

Seu IP público, seu IP privado e tudo o mais que o navegador entrega.

Seu endereço IP público

O endereço que a internet enxerga. Todos os aparelhos da sua linha compartilham ele.

Seu endereço IP privado

Este aparelho dentro da sua rede. Descoberto sem enviar nada.

O que seu endereço revela

Só esta parte precisou de uma requisição a um servidor. Não existe outro jeito de saber um endereço IP.

    O que seu navegador conta para todos os sites

    Lido direto do navegador. Sem requisição, sem pedido de permissão — todo site que você visita consegue ler tudo isso.

      A única coisa que sai desta página é a consulta do IP, e essa requisição não leva nada além dela mesma: nenhum arquivo, nenhum nome, nenhum identificador. Tudo na coluna da direita é lido no seu próprio aparelho.

      Sobre o Qual é o meu IP

      Veja seu endereço IP público — o número que a internet usa para devolver as coisas até você — junto com o país para o qual ele aponta e se você parece estar atrás de uma VPN.

      E, ao lado, a parte mais interessante: tudo o que seu navegador conta para cada site que você visita. Sem ninguém perguntar, e sem nunca pedir sua permissão.

      Grátis, sem conta, sem rastreamento. Nem registramos sua visita.

      Por que esta ferramenta precisa da internet

      Todas as outras ferramentas do site funcionam só dentro do navegador, e nós dizemos isso claramente. Esta é a única que não consegue, então vamos explicar por quê, sem enrolação.

      Seu navegador não sabe qual é o seu endereço IP público. Ele realmente não sabe. Esse número é atribuído pelo seu provedor e só aparece quando um servidor do outro lado vê de onde a requisição chegou. Ele não existe localmente, então não existe JavaScript capaz de lê-lo localmente.

      Ou seja, o único jeito de descobrir é perguntar a um servidor — e esse servidor, no próprio ato de responder, enxerga seu IP. Isso é inevitável e vale para toda página "qual é o meu IP" do mundo.

      O que podemos prometer é o *quão pouco* sai junto. A requisição é vazia: nenhum arquivo, nenhum nome, nenhum cookie, nenhum identificador. Ela existe só para ser vista. E a coluna inteira da direita não precisa de requisição nenhuma.

      Público e privado — dois endereços diferentes

      Seu aparelho tem dois endereços, com funções completamente diferentes. Confundir os dois é o mal-entendido mais comum em redes domésticas.

      Seu endereço IP público é o que a internet enxerga. Ele pertence ao seu roteador, não ao aparelho, e é compartilhado por tudo na sua casa. Seu notebook, seu celular, sua TV e o vizinho no mesmo Wi-Fi aparecem para o mundo com exatamente o mesmo número.

      Seu endereço IP privado é o que o roteador deu a *este* aparelho para diferenciar um do outro. Ele quase sempre começa com 192.168., 10. ou 172.16 até 172.31. Essas faixas são reservadas e nunca podem ser alcançadas pela internet, e é por isso que milhões de casas usam exatamente os mesmos números sem nenhum conflito.

      A imagem, ainda que grosseira: o IP público é o endereço do prédio, o privado é o número do apartamento. O carteiro precisa do primeiro; o segundo só é usado por quem já está dentro do prédio.

      Você precisa do IP privado para conectar em uma impressora, configurar redirecionamento de portas, acessar um NAS, transmitir para a TV, abrir a página de administração de um aparelho. Você precisa do público para regras de firewall, servidores de jogos, listas de acesso liberado.

      Por que seu endereço privado costuma estar escondido

      É bem provável que o campo do endereço privado acima diga *escondido pelo seu navegador*. Não está com defeito. É uma proteção proposital, e vale a pena conhecer.

      O único caminho pelo qual uma página consegue ver seu endereço privado é um efeito colateral do WebRTC, a tecnologia de chamadas de vídeo. Para iniciar uma chamada, o navegador lista os endereços em que pode ser encontrado, e a página consegue ler essa lista. O mercado de anúncios percebeu isso e passou a usar o recurso para reconhecer pessoas mesmo quando trocavam de rede.

      Então, por volta de 2019, Chrome, Edge, Firefox e Safari mudaram isso. Hoje eles substituem o endereço local real por um nome aleatório e descartável terminado em .local, então a página só recebe um texto sem significado. Seu navegador está protegendo você de páginas como esta.

      Quando você ainda o vê: navegadores antigos, algumas configurações corporativas ou de desenvolvedor, e casos em que o site já tem permissão de câmera ou microfone.

      Como olhar você mesmo, a qualquer momento:

      • Windows — abra o Prompt de Comando, digite ipconfig, procure *Endereço IPv4*
      • macOS — Ajustes do Sistema → Rede → Detalhes
      • Linux — no terminal, ip addr
      • iPhone e Android — Ajustes → Wi-Fi → toque na rede conectada

      Nunca contatamos um servidor para descobrir seu endereço privado. Essa busca acontece inteiramente no seu aparelho — tanto que funciona com a internet desligada.

      A cidade é precisa?

      Quase certa, muitas vezes errada, nunca exata. Antes de confiar, vale saber exatamente de onde ela vem.

      Ninguém está procurando onde você está. O que acontece de verdade é que as operadoras registram blocos de endereços vinculados a um lugar, e os serviços de consulta leem esses registros. Então a resposta é de onde sua operadora faz esses endereços saírem — o que pode ser a sua cidade, a cidade grande mais próxima, ou aquela onde os equipamentos por acaso ficam.

      A demonstração mais clara é esta própria página: dois serviços de consulta diferentes rotineiramente indicam cidades diferentes para o mesmo endereço. Não porque um esteja quebrado, mas porque os dois estão estimando a partir dos mesmos registros imprecisos.

      Costuma acertar:

      • País — muito confiável
      • Provedor de internet — confiável
      • Estado — em geral na região certa

      Costuma errar:

      • Cidade — erra com frequência, e em redes móveis pode errar por centenas de quilômetros
      • Qualquer coisa mais fina que a cidade — trate como inexistente

      Por isso o mapa é opcional, fica bem afastado e é descrito como o ponto de saída da sua operadora, não como sua localização. Um marcador enquadrado de perto sugeriria uma precisão que não existe.

      Seu endereço IP não é seu endereço

      Este é o maior mal-entendido sobre endereços IP, e os fatos estão a seu favor.

      Um endereço IP aponta para o seu provedor de internet, não para você. A consulta de localização leva ao ponto por onde a operadora faz aquele conjunto de endereços sair. Às vezes é a cidade certa; muitas vezes está errada; às vezes é um estado completamente diferente. Em redes móveis, pode indicar uma cidade a centenas de quilômetros.

      Ninguém consegue chegar à sua casa a partir de um endereço IP. O que um site *consegue* é saber, mais ou menos, em que parte do mundo você está e qual empresa vende sua conexão.

      É a outra coluna que reconhece você com muito mais precisão.

      A parte que quase ninguém viu

      Olhe para a direita: seu navegador, seu sistema operacional, o tamanho exato da tela, o fuso horário, o idioma, quantos núcleos tem o processador, o chip gráfico, se a tela é sensível ao toque.

      Nada disso foi solicitado. Nenhum aviso de permissão apareceu. Todo site que você já visitou podia ler tudo isso, e muitos leem mesmo — porque, juntos, esses dados costumam ser únicos o bastante para reconhecer o mesmo visitante sem usar um único cookie. Isso se chama impressão digital do navegador.

      Mostramos aqui porque ver os seus próprios dados convence muito mais do que ler uma explicação.

      O mapa, e o que o marcador realmente significa

      O mapa não carrega até você apertar o botão. Um mapa embutido já é, por si só, uma requisição ao serviço de mapas: carregá-lo automaticamente entregaria seu endereço a esse serviço a cada visita, quisesse você ver o mapa ou não.

      Quando abrir, olhe bem o marcador: ele está sobre um equipamento da sua operadora, não sobre você. É a mesma estimativa da cidade escrita acima, só que desenhada. A visão fica afastada de propósito, porque enquadrar aquele ponto de perto faria um palpite grosseiro parecer um endereço com número.

      Por que o mapa embutido é OpenStreetMap e não Google. O Google Maps não pode mais ser colocado dentro do quadro de outro site sem uma chave de API — embeds sem chave hoje são recusados com X-Frame-Options. O caminho oficial é a Maps Embed API. Ela é gratuita e sem limite de uso, mas ainda assim exige uma chave — e uma chave colocada numa página como esta fica visível para qualquer um que veja o código-fonte, então precisa ser restringida e ligada a um projeto do Google Cloud com cobrança ativada. O OpenStreetMap não pede chave e não custa nada. O botão Abrir no Google Maps é um link comum, então quem prefere o Google continua tendo essa opção — e ela também não precisa de chave.

      IPv6

      Você pode ver dois endereços. Os dois são seus.

      O IPv4 é o antigo e curto: quatro números, como 203.0.113.42. No mundo todo ele acabou anos atrás, e por isso as operadoras costumam fazer muitos clientes dividirem um só.

      O IPv6 é o novo e longo, com letras e dois-pontos. Existe uma quantidade praticamente ilimitada deles, então cada aparelho pode ter o seu.

      Se aparecer nenhum nesta conexão, não há nada de errado. Muitas operadoras ainda não ativaram, e tudo continua funcionando como sempre. Vale saber nos dois casos, porque um endereço IPv6 muitas vezes pertence a um único aparelho, enquanto um IPv4 costuma ser dividido por uma vizinhança inteira.

      Estou usando uma VPN?

      A ferramenta compara o país do seu endereço IP com o fuso horário configurado no seu computador. Quando os dois discordam, de fora você parece estar usando uma VPN ou um proxy.

      Isso é uma pista, não um veredito. Alguém viajando com o notebook ainda no fuso de casa parece exatamente igual. E se uma VPN também mudar o fuso, esta verificação não percebe.

      O que você pode fazer com isso

      • Descobrir seu IP público para regras de firewall, servidores de jogos, área de trabalho remota, listas de acesso liberado
      • Descobrir seu IP privado para conectar em uma impressora, um NAS, a página de administração do roteador, ou configurar redirecionamento de portas
      • Conferir se a VPN está mesmo funcionando antes de confiar nela — se o país não mudou, ela não está ativa
      • Ver se sua conexão tem IPv6
      • Mostrar a alguém o que os sites sabem sem perguntar nada. Isso muda a opinião das pessoas.
      • Conferir o que os sites enxergam depois de trocar de navegador ou mexer nas configurações de privacidade

      Recursos

      • Endereço público e privado lado a lado, com cópia em um toque
      • IPv4 e IPv6, dizendo claramente quando não há IPv6
      • Mapa opcional que só carrega se você pedir
      • Provedor, cidade, estado e país, com uma nota honesta sobre o quanto a cidade é aproximada
      • Verificação de VPN que compara seu endereço com o relógio do computador
      • Uns quinze dados que o navegador entrega, todos obtidos sem enviar nada
      • Três fontes de consulta independentes — se uma for bloqueada, não acaba ali
      • Ele explica o que está acontecendo — se um bloqueador impedir a consulta, ele avisa em vez de falhar em silêncio
      • Sem conta, sem rastreamento, sem registro de visitas

      Bom saber

      • Endereços IP mudam. A maioria das linhas residenciais recebe um novo de tempos em tempos, e nos dados móveis ou em outro Wi-Fi ele é completamente diferente.
      • Bloqueadores podem impedir a consulta. Muitas listas de bloqueio incluem serviços de consulta de IP. É sinal de que estão trabalhando bem, e o resto da página continua preenchendo.
      • A localização é aproximada, na melhor das hipóteses. Não a trate como o lugar onde alguém realmente está.
      • Esconder seu IP não deixa você anônimo se a coluna da direita continuar identificando seu navegador.

      Ferramentas relacionadas

      Como usar

      • Não precisa fazer nada — abra a página e os dois endereços aparecem
      • Aperte Copiar para colocar um deles na área de transferência
      • Aperte Verificar de novo depois de ligar ou desligar uma VPN, para ver o que muda
      • Leia a coluna da direita — é o que todo site que você visita já sabe

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